Senti um medo hoje, coisa que não vinha sentindo a tanto. Deparei-me com a rotina tão desgastante, tão impaciente e tão... Egoísta. Não sou eu e nem é você, é o tempo. Que vai passando, vai trazendo, vai levando, vai marcando e apagando. É ele. Passa, traz, leva, marca e apaga tudo isso sem nem bater na porta ou pedir permissão para entrar, sem nada, como poucos e nem tão bons assim, ele não usa de palavras, mas sim de ações. Desesperador. Você não tem saída, muito menos escolha, você não tem opções e nada depende de você, porque independente de qualquer coisa dita ou feita, ele nunca muda, ele só tem um ciclo, ele passa. Estranho é escrever sobre o tempo, estranho é o sentir passar, estranho é conviver com ele, sábio é tentar aprender com isso. Você está com o que hoje? 13 anos? 17? 27? 32? 48? 76? 80? Você vê, ele lhe roubou umas coisas e lhe deu outras, sabedoria felicidade amizade rancor mágoa... Rugas? Sinais. Só tive medo então, de não ter tempo.
”Eu tenho medo do tempo. De quem ele leva, do que ele apaga e do que ele pode trazer. "

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